Desperto em meio a um grito, abro os olhos e vejo um homem com quase 2 metros de altura, com um elmo rachado e seu crânio em pior estado, caído a minha frente, na verdade, percebo que estou com o pé esquerdo sobre seu peito, e seguro em minhas mãos uma espada, sua lamina suja de sangue esta dividindo o crânio dele. Puxo com força a espada para soltar do crânio dele, e grito, com força, ódio, raiva, uma agonia queima dentro de mim, ouço centenas de vozes em minha mente que gritam uma única palavra: “MATAR”.
Me dou conta que estou em um campo de batalha, a agua cai de forma torrencial, não é uma chuva natural, ela parece mágica, seus pingos ardem ao tocar em meu rosto, já senti esse chuva antes, minha visão esta turva devido a quantidade de água, mas identifico o campo de batalha, um imenso campo aberto, onde milhares de criaturas, humanos e animais lutam como uma guerra entre um formigueiro e outro, o chão é uma mistura fétida de lama, sangue e corpos que jazem mortos, no céu, flechas, pedras e relâmpagos explodem de um lado para o outro, sinto meu corpo arder, estou usando uma cota de malha, ela é leve, olho rapidamente por cima de meu ombro, e as vejo, asas, estou sonhando novamente? Antes de retornar desse pensamento, ouço um choque entre espadas a minhas costas, giro e vejo Nohahiel com sua espada bloqueando o golpe de um martelo que vinha em minha direção, por puro reflexo, estoco minha espada no estomago daquele que me ataca, e uma terceira espada o decapita por suas costas, quando o corpo cai, vejo quem o acertou, o anjo loiro, o mesmo que a alguns instantes estava na varanda de meu apartamento, ele sorri pra mim e grita:
– ABAIXE.
Obedeço sem nem ao menos terminar de ouvir a palavra, e vejo Nohahiel girar sua espada e dividir um lobo que saltou sobre mim ao meio, não ouve tempo nem sequer de ganir, caiu morto, ele riu e disse:
- Kaladriel, você já foi mais rápido – e soltou uma grande gargalhada
- Estou cansado salvando a vida de vocês desde o começo da batalha – e riu junto de nohahiel.
Kaladriel… o nome me soa familiar, como quando ouvi o de Nohahiel pela primeira vez, é como se eu os conhece a muito tempo, mas minha mente é uma confusão pura, consigo apenas sentir uma empolgação, uma adrenalina forte, se juntando a raiva e ao ódio, e então, sinto como se algo gelado e frio viesse e direção a minha cabeça, de baixo para cima, e eu soube que era uma espada que vinha para me matar, e como um instinto de sobrevivência, proferi duas palavras em uma língua que eu desconheço, e uma áurea negra me envolveu, foi como se ela brotasse do chão e toma-se todo meu corpo, senti a espada mais próxima e apenas levantei a minha para bloquear o golpe, me virei e vi um homem, em uma armadura fechada, de guerreiro medieval, gritando como se tivesse concentrado toda sua força para me matar, ri daquilo, e tive a sensação de pena, como se achasse aquilo patético demais para ser verdade, como um ser inferior daqueles ousou tentar me matar? E como se eu soubesse exatamente o que estava fazendo, levei minha mão esquerda na direção do peito do homem, ela parecia ser apenas uma fumaça negra, a mão fria de um espectro, atravessou então a armadura e senti-a atravessando a carne e pude segurar os ossos de suas costelas, ouve o homem gritar como se fosse dor mais insuportável do mundo, e tive a certeza de que era quando puxei minha mão de volta, trazendo todo esqueleto do homem, e deixando o corpo dele caído, transformado em uma bola de carne e ferro sem vida. Soltei o esqueleto e ele caiu ao lado do corpo, formando uma pilha de ossos ensaguentada. Eu era puro ódio, pura energia e derepente eu sabia o que estava fazendo, conhecia meus limites e sabia ultrapassa-los, olhei para os dois anjos, meus olhos brilhavam verdes, como duas esmeraldas refletindo os raios de sol de outono e sorri, e por isso Kaladriel falou:
- Você sempre tem que radicalizar não? – falou torcendo o nariz
- Eles não merecem nossa paciência, merecem? – respondi serio
Kaladriel riu alto enquanto estocava a espada em um lobo que saltava sobre nós, Nohahiel também ria, e embora estivéssemos em uma batalha matando e retalhando, percebi que nos divertíamos.
Mas nossos risos logo cessaram, pois vi centenas de criaturas aladas despontarem no céu, como cavaleiros do apocalipse atacando ao som de berrantes bestiais, eles voaram em nossa direção e baixo, me abaixei ao se aproximarem, escapando assim de um golpe em meu rosto, consegui então, ver que alguns eram cavalos alados brancos, como se fossem montarias de anjos celestiais, e outros cavalos alados negros, cuspindo fogo , como se fossem montarias de bestas infernais, todos eram montados por cavaleiros com armaduras e espadas, meros humanos, mas por causa da minha distração, um cavalo branco acertou o casco em minha cabeça durante um rasante me jogando longe, e antes de cair no chão, lembrei-me de algo que me fez sorrir como um bobo:
Eu sempre odiei cavalos.
Cara, que tesao de historia.. caraiooooo, é como se voce estivesse la vendo os detalhes.. muitoooooo bom..
Conta a verdade, voces estava completamente bebado ne? hUhaUhaUHA
[]sssssss